domingo, 5 de abril de 2015

Budapeste: o leste ❤



Heroe's Square
    Depois de muitos meses, finalmente vou escrever sobre a minha viagem para o lindo (e selvagem??) leste europeu. A República Tcheca e a Húngria, países que visitei, não são da zona do euro, apesar de recentemente terem entrado no espaço Schengen, e além disso o turismo está apenas começando a ser desbravado em massa, ou seja, são os países mais baratos para se visitar aqui na Europa. Em Budapeste comemos um buffet livre (coisa rara aqui) por 3 euritos!! Ficamos estasiadas, totalmente, fazia muito tempo que não podíamos ir num restaurante e se matar de comer. O único problema, como era a Hungria, o tempero pegou pesado. 

Trdelník. É uma competição pra saber se é um doce típico de Praga ou Budapeste. Acabei comendo em Praga.

Palinka, a bebida oficial da Húngria. Mais forte que tequila rsrs
Mas enfim, nossa viagem começa na saída de Coimbra, todas as vezes que vamos viajar de avião temos que ir ou para Lisboa ou para Porto, dependendo do destino (e do preço), nesse caso saímos de Porto. Pegamos o autocarro (isso mesmo, mas é melhor ir de comboio haha) da Rede Expressos e embarcamos para nossa primeira escala as 17h: Munique
Tivemos que ir para Munique primeiro porque pelas minhas pesquisas a época era melhor ir para lá, depois pegar um ônibus para Praga. Mas não vale a pena, capaz que acaba saindo mais barato, mas é muito cansativo. 


Um dos banhos termais super famosos em Budapeste.
3 graus e o pessoal assim! Acabei não indo, mas tem uma festa que dizem ser muito legal numa piscina assim, de noite. Maior arrependimento não ter ido!
Chegamos a Munique as 21h (+1h que Portugal, na época era +3 do Brasil). Como só íamos ficar uma noite, fizemos Couchsurfing (surf do sofá haha) na casa de uma menina brasileira que morava por ali, muito querida, ela nos buscou na estação, onde o ônibus que vinha do aeroporto de Memmingen (a Ryanair não para diretamente em Munique) parava. Andamos um pouco pelo centro de Munique, mas como era quase meia noite de 13 de Novembro, estava bem frio e com muita neblina, não deu pra ver muita coisa, vimos a Marienplatz e arredores apenas e fomos embora. 

Marienplatz.
Ah, e esse dia foi a primeira vez que andei de metrô! Confesso que não gostei tanto, principalmente do outro dia de manhã: tínhamos que sair as 6:20 para pegar o ônibus para Praga as 7:00, acabamos nos perdendo no caminho da casa da Giu para a estação de metrô, chegamos na estação e o metrô chegou na hora! Conseguimos chegar a tempo na rodoviária. Ufa! 

Chegamos a Praga ao meio dia, 5 horas de ônibus. De acordo com nosso roteiro, iriamos chegar em Praga e já pegar o ônibus para Budapeste, depois voltaríamos para Praga, mas deixei de comprar online porque pensei ser fácil de comprar na hora, infelizmente, me ferrei. Não tinha mais ônibus diretos para Budapeste! Tivemos que pegar um ônibus para Bratislava, na Eslováquia (!!) e trocar de ônibus para Budapeste. Ou seja, foi um dia inteiro de viagem. E na rodoviária de Praga ainda passei por uma situação desesperadora: perdi o celular. Que desespero!! Minha amiga ficava ligando e ligando, e por meia hora, sentei e chorei, até que um cara que falava um inglês bem mal atendeu meu celular e disse que estava na rodoviária. No inicio achei que ele estava me zoando, porque o inglês era bem ruim, mas cheguei lá, e eles tinham guardado pra mim!! Foi um alivio só. Nunca achei que alguém ia guardar o celular pra devolver. O que me faz pensar, e se fosse no Brasil? Não querendo generalizar, mas... 

Vista para o Castelo.
Grande Hotel Budapeste. :P
Chegamos em Budapeste por volta das 23h, foram 16 horas de viagem no ônibus. Pensa que dia bom! Ainda que os ônibus aqui da Europa são bem diferentes, mais confortáveis, as pessoas ouvem músicas com fones de ouvido, ou simplesmente só querem dormir, e na maioria deles, são até cheirosos. Nessa viagem fui com a Eurolines

A estátua do escritor anônimo de Budapeste. Ele é autor do livro Gesta Hungarorun, o primeiro relato escrito da história do povo húngaro, mas ninguém sabe quem ele é. Obs: a estátua não tem olhos, só dois buracos, é macabro olhar para o rosto. 

Ficamos de Couchsurfing também e foi incrível. Nosso host nos levou pra conhecer toda Budapeste. Infelizmente tivemos azar e o único dia de toda a viagem que deu sol foi no sábado, primeiro dia de Budapeste, e ainda escurecia 16h, por isso não aconselho a viajar no outono e inverno para países frios.

Entrada para o Museu da Agricultura. Ali tem um hall com uma igreja e outros edíficios lindos de morrer.







Com sol, visitamos a Heroe's Square, no City Park, onde também há um castelo, que agora é o Museu da Agricultura, e é rodeado por um riozinho, que vira um ringue de patinação no inverno. Fomos a Basílica Szent István, e mais ou menos na frente dela, tem uma sorveteria onde fazem os famosos sorvetes em flor de Budapeste, e vou dizer que foi o melhor sorvete da minha vida (até agora, Itália me espera!): chocolate e manteiga de amendoim. Delícia!! 

Basílica Szent István.

O sorvete de flor. <3
Depois fomos ver o Parlamento, prédio mais famoso de Budapeste, e acabamos multadas no tram (bonde)! Nos falaram que não precisava comprar ticket e tal, que não tinha problema, então eu, distraída vendo a paisagem, ouvi alguém falando comigo em um idioma esquisito, e era o guarda pedindo meu ticket. SHIIIIIT! E agora? Chamei um amigo que estava com a gente e deixei pra ele. O guarda nos mandou descer, e queria cobrar 30 euros por cabeça!! Ficamos meia hora com eles nos enchendo o saco, querendo nos levar a polícia, e no fim, depois de muito papo, baixaram pra 8 euros por cabeça. Pagamos né, fazer o que! Tomara que as cervejas que eles tomaram com nosso suado dinheirinho tenha dado uma ressaca daquelas. 

Parlamento.

Parlamento visto do castelo de Buda.
De noite eu e minha amiga fomos a uma cervejaria belga (sim, na Hungria), a Delirium, conhecida como a do elefante rosa, ganhou muitos prêmios e tudo o mais. Realmente, foi a melhor cerveja que já tomei na minha vida! 



No domingo fomos visitar o Terror Háza, ou Museu do Terror. um memorial às vítimas do nazismo e comunismo, o próprio prédio do museu serviu de base para as polícias nazistas, húngaras e soviéticas. Em todo o prédio tem salas específicas, tem uma sala onde você pode ouvir as escutas que eles colocavam em diferentes partes da cidade, e ali mesmo eram monitoradas. A coisa mais tocando é o porão, onde há celas para os prisioneiros serem interrogados e torturados. Nas paredes de cada sala estão fotos dos seus antigos moradores, e ainda podemos ver a sala de tortura e instrumentos. O ambiente é pesado. Mas vale a pena de ser visitado, acho que não é muito conhecido mas é incrível.



 Enfim, Budapeste é dividida pelo rio Danúbio, de um lado fica Peste, é o lado que eu estava "narrando" até agora, mais movimentado, e Buda, onde fica a "estátua da liberdade" e o castelo, todos lindos, mas chegamos lá de noite e não deu pra ver bem toda a beleza, ainda mais com toda a neblina. Desse lado ainda tem a melhor vista para o Parlamento e a ponte Zécheny Lánchíd.

Vista do morro da "Estátua da Liberdade".

A ponte.


Como era nosso último dia nessa cidade linda, fomos ao bar Szimpla, que tem um ambiente super diferente, é como se fosse numa casa enorme abandonada, só no reboco e tudo pichado, com enfeites reciclados enfim, super interessante.

Um pouquinho da bagunça...

...e decoração do Szimpla!

Em Budapeste, para qualquer lugar que você vá, terá uma estátua incrível pra ver! 



Enfim, Budapeste é lindo, e voltaria no verão com certeza! Mas a viagem continua, e no próximo post
é Praga! Tive que dividir em dois porque se não... ia ficar enorme! 

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